domingo, 25 de outubro de 2009

Diálogos metacotidianos: Walter Benjamin e “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”

Nota introdutória


Este texto é um trabalho sobre “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” de Walter Benjamin para disciplina Tópicos Especiais em História Contemporânea ministrada pelo prof. Hermetes Reis de Araújo nos idos de 2000, quando eu, Adonile Guimarães e Ianni Sousa cursávamos a Graduação de História na Universidade Federal de Uberlândia.



Resumo Crítico do texto de Walter Benjamin:
“A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”


A noite despencava do céu trazendo consigo a sensação torturante do cansaço. Caminhávamos em direção ao ponto de ônibus pensando na elaboração do nosso trabalho de Tópicos Especiais em História Contemporânea. Vínhamos de uma aula extenuante em que o professor, um baixinho de óculos muito simpático nos deu a tarefa de explicar resumidamente o texto “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” de Walter Benjamin.



DIÁLOGOS


Adonile – Como é que iremos explicar este texto para um irmão mais novo, se não temos irmãos?


Ianni – Basta fingirmos que temos. É uma situação hipotética Adonile.
Adonile – Claro eu sei, eu tô brincando, até porque eu tenho irmão mais novo e ele é filósofo especialista em “Escola de Frankfurt”. (sorri sarcástico para Ianni e esta responde com olhar sério)


Adonile – Tudo bem, vou falar sério agora. Fazer um resumo do texto de Benjamin é muito complicado, é um texto muito complexo e, além do mais, temos pouco tempo.


Ianni – Temos pouco tempo? Graças a você temos pouco tempo.
(O ônibus chega, eles entram e Ianni senta-se ao lado de um adolescente e Adonile fica em pé a sua frente).


Ianni – Pois é Adonile, além de termos pouco tempo. (falando com um olhar cínico ao Adonile)
Ao tentarmos sintetizar, não podemos vulgarizar o texto de Benjamin.
(Um “abelhudo” entra na conversa).


Abelhudo – Quem é esse tal de Walter Benjamin?
(Adonile com ar de professor tenta responder a pergunta).
Am... Ah! Ele é um filósofo que nasceu em 1892, na Alemanha, filhos de pais judeus e que, logo cedo irá demonstrar interesse por literatura e filosofia.


Abelhudo – ah! E Por que pode acontecer de vocês vulgarizarem o texto deste cara? Sobre o que é o texto dele?


Ianni – Ah...Bem, Ele é um autor que tem uma formação intelectual muito diversificada, no seu pensamento podemos encontrar tanto elementos da tradição judaica como do marxismo.


Abelhudo – Ah...(Expressão de quem não entendeu nada).


Adonile – E o texto ao qual nos referimos tem como tema a arte na modernidade, isto é, procura explicar, entre outras coisas, quais as conseqüências que o advento da tecnologia provocou na percepção humana, mais especificamente, na sensibilidade humana sobre as artes. Depois do avanço tecnológico que permite reproduzir uma revista, um cd ou uma fita de vídeo quantas vezes forem necessárias, a obra de arte perde sua aura.


Abelhudo – E...peraí o que é aura?


Ianni – Aura é a unicidade da obra, seria você ver a Monalisa de Leonardo da Vinci e ter certeza de que ela é a única, de perceber nela toda a carga dos anos que a obra carrega e mais, sentir que tal momento de apreciação é único e que jamais poderá senti-lo de novo.


Adonile – Com o surgimento da reprodução tecnológica isso já não acontece, por exemplo, um show do Caetano Veloso, você pode ouvir em casa deitado no sofá, e sabe que todos que tiverem dinheiro para comprar o cd, também podem. Daí, podemos perceber que essa nova situação está ligada a sociedade capitalista que transforma a arte em mercadoria.


Abelhudo – Então não existe mais arte?


Ianni – Não, não é bem assim, e é aí que reside a originalidade de Benjamin, ele disse que, embora, exista o fato da arte ser exposta em vários lugares ao mesmo tempo e, é isso que faz com que ela perca sua aura, não quer dizer que a arte deixa de ser arte, apenas não podemos ver a arte como víamos antigamente, até porque nossa percepção muda ao longo da História.


Adonile – É isso aí, Benjamin fala em seu texto que com a invenção da fotografia e, principalmente, com o cinema, a arte deixa de ser objeto de culto destinado apenas a especialistas. O Cinema, por exemplo, em sua origem já é destinado às massas pelo seu alto custo de produção. É nesse sentido que Benjamin dizia que as pessoas teriam muito mais possibilidades de mostrarem os seus talentos, pois a arte tem atualmente uma linguagem mais popular. Ela é atualmente destinada a um público maior. É por isso que nós, por exemplo, podemos nos assustar com um quadro de Salvador Dali que tentava representar os sonhos em sua pintura, mas achamos perfeitamente compreensível um filme de Charles Chaplin. O cinema, na maioria das vezes, tem como tema as nossas ações cotidianas e, portanto, está presente em nossa vida, ao contrário da pintura que tem uma linguagem menos acessível ao público e ainda exige análise de especialista.


Ianni – Porém, é bom destacar...

A propósito qual é mesmo seu nome?


Abelhudo – Meu nome é Paulo Abelha.

E o seu?


Ianni – O meu é Ianni.


Paulo Abelha – Eliane.


Ianni – Não, I-A-N-N-I, Ianni!


Adonile – (contagiado pelo Abelhudo). Você não perguntou, mas eu me chamo Adonile, com a sílaba tônica no “ni”.


Abelha – A tá!


Ianni - Mas como eu ia dizendo... ah! É isso Adonile! O que nós temos que destacar no nosso trabalho, é que em 1936, que é quando Benjamin escreveu seu ensaio, ele havia percebido que a reprodução técnica poderia ser utilizada para passar mensagens ao povo na forma de diversão.


Adonile – É o que ele – mais ou menos – chama de “percepção distraída”.


Ianni – E naquele momento ele estava preocupado com a utilização destes meios pelos fascistas, pois aí, eles conseguiriam passar todos os seus preceitos e ideologias utilizando, por exemplo, o cinema.


Adonile – E é isso que de fato aconteceu, o cinema acaba-se tornando um meio de propaganda dos regimes fascistas.


Abelha – Mas, vem cá. O que aquilo que aconteceu na Itália tem a ver com cinema?


Adonile – Ah, tá! Legal. É o seguinte: o fascismo que a Ianni lhe disse e o qual Benjamin fala não está restrito ao que aconteceu na Itália na 2ª Guerra Mundial com Mussolini, ele se refere a uma ideologia de extrema direita, que é conservadora, mas se apresenta como a salvação de todos os males. O que também aconteceu na Alemanha e é conhecido como Nazismo.


Abelha – Ahh...Mas e o cinema onde entra nesta história?


Ianni - Então, o que Benjamin conseguiu ver já em 1936 é que as artes transformadas pela reprodução tecnológica perdem o caráter que tinham antes, ou seja, por se tornarem objetos de reprodução e alcançar um público cada vez maior, a arte aumenta seu potencial político, que é o de convencer as pessoas, sem estas perceberem, a seguirem determinado caminho ou agirem de tal forma.


Abelha – Ah! Já sei. Então para um filme ser fascista ou revolucionário vai depender do diretor?


Adonile – Mais ou menos isto, pois o diretor atualmente não tem tanta liberdade assim. E Benjamin quando escreve ainda não tinha o exemplo de filmes como os de Godard ou Antonioni que são exemplos de inovações; então, ele ainda não podia ver o cinema como uma arte que poderia ser utilizada para fins revolucionários, a não ser para a crítica da própria estética da arte. Mas, é interessante essa pergunta porque Benjamin fala em outro texto: “O autor como produtor” da responsabilidade do artista contemporâneo. [1]


Ianni – É isso aí, ele diz no texto que o artista não deve apenas se preocupar com o conteúdo da sua obra, porque se assim for, o seu efeito prático na sociedade irá logo se perder, pois tende a virar um simples objeto de consumo. O artista e aí ele está pensando no teatro, já que, como o Adonile disse, ele ainda não tinha o exemplo do cinema. Bem, o artista, segundo Benjamin, tem que saber modificar a relação entre o público e a obra.


Adonile – Por exemplo, a gente não tem que ir ao cinema esperando apenas que o filme nos emocione, que nos faça rir ou chorar, pois se assim for, o filme estaria nos iludindo, nos impedindo de ver que a realidade lá fora é bem pior. O filme tem também que nos fazer pensar nos nossos problemas e não apenas mostrar uma ficção que fala de coisas inacreditáveis, o filme tem que nos fazer com que coloquemos os pés no chão e com que paremos para pensar em respostas para nossas angústias.


Abelha – Ah...Acho que vocês me fizeram perceber que eu nunca havia pensado nisso e que...Ah...Meu Deus, meu ponto era ali (apontando para trás), eu tenho que descer (puxa a campainha), tchau pessoal legal conversar com vo-ceeeeês (desce e ônibus vai embora o deixando para trás).


Adonile e Ianni – Tchau! Falô!


Adonile – Que dia nós vamos nos reunir?


Ianni – Só depois da 2ª feira, porque temos que estudar para a prova da Heloísa.
(O ônibus encosta-se à plataforma do terminal, Ianni e Adonile descem).


Adonile – terça-feira à tarde, pode ser?


Ianni – Pode. O meu ônibus. Depois a gente combina direitinho. Tchau, bom final de semana pra você!


Adonile – Tchau, pra você também.


[1] Havia os Filmes de Eisenstein, que eram filmes que tentavam vender idéias que legitimavam a opção da Rússia pelo socialismo e, portanto, não buscavam mudanças e sim justificar a situação. Benjamin, fala em revolução, tendência justa, pensando na arte como oposição a uma sociedade capitalista já estabelecida.

domingo, 11 de outubro de 2009

Viver é iniciar o novo... de novo



Quando não se pode mais ver o brilho da vida
Quando não se sente mais a leveza das coisas
Quando se quer chegar a algum lugar que não se sabe o caminho
Nem o porquê
É preciso parar
É preciso parar de correr
É preciso lembrar o que te levou até ali

De repente a sua estrada se fechou e tudo a sua volta ficou estranho
O suor que desce do seu rosto amarga a vida
Seus passos antes seguros parecem te levar a lugar algum
A sua certeza se desmancha no ar
O sorriso trêmulo mal disfarça a angústia

De repente você descobre que o que escolheu
Não foi você que escolheu
Que o que fez foi realizar um desejo alheio
Estranho a você

De repente você se torna alguém estranho a si mesmo
Você se torna outro de si mesmo
Qual é o sentido de sua vida
Nem mesmo essa pergunta faz mais sentido

A sua vida é um absurdo
Nesse momento, tudo é possível
Quando tudo é um imenso nada
Quando nada mais lhe faz sentido
É quando tudo pode ter qualquer sentido

Qualquer lugar pode ser um ponto para um novo começo
Ser humano é isto, é sempre poder começar de novo

Viver é iniciar o novo
De novo


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não há limites para essa quadrilha!




"O embuste dos kits
21/09/2009 12:25:19
Leandro Fortes




Na manhã de 16 de junho, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM, e o secretário de Saúde Distrital, Augusto Carvalho, do PPS, se encontraram no Almoxarifado Central da Secretaria para participar de um lance de marketing: a entrega de 30 kits de equipamentos, no valor de 3 milhões de reais, para desafogar a precária rede de unidades de terapia intensiva (UTIs) do sistema de saúde local. O evento, como logo em seguida iria demonstrar o Ministério Público, era um embuste. A compra não só era falsa como a transação escondia parte de um esquema voltado para a privatização da saúde no DF.


Dois dias depois, ao mesmo Almoxarifado se dirigiu um grupo liderado pelo promotor Jairo Bisol, do Ministério Público do Distrito Federal, titular da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus). Acompanhado de um perito e dois analistas, todos médicos, Bisol descobriu que os equipamentos eram, além de usados, tecnologicamente obsoletos. Além disso, a maioria não tinha nota fiscal nem qualquer documento a lhe atestar a origem. O destinatário da mercadoria não era o secretário Augusto Carvalho, mas duas pessoas estranhas ao serviço público: Gustavo Teixeira de Aquino e Marisete Anes de Carvalho.


No endereço indicado nas caixas, um escritório no Setor Sudoeste de Brasília, o Ministério Público localizou a empresária Marisete Carvalho, dona de uma pequena empresa de reformas de condomínios e de comércio de equipamentos hospitalares. Marisete é um dos elos a unir os negócios da saúde no Distrito Federal a um esquema de contratos irregulares descoberto pelo MP do DF, com potencial de se transformar numa ação de improbidade administrativa contra diversas autoridades brasilienses".


(...)


domingo, 13 de setembro de 2009

Um bom recomeço




Rosane Pavam
11/09/2009 14:13:35


Uma novidade corre solta no cinema americano. Ela está contida em Che 2, que estreia na sexta 18, e em Che, a primeira parte da obra, exibida no Brasil em março. Ambos os filmes de Steven Soderbergh, produzidos e protagonizados por um corajoso e dedicado Benicio del Toro, buscam o cinema que se fazia antes e se orgulham dele, enquanto o atualizam.


Os dois filmes fogem dos efeitos computadorizados, das granulações, da fotografia amarelada e do balouçar da câmera-bebê, itens marcantes dos filmes de arte destes tempos, na verdade subdramas da televisão, sem seu ocasional humor. Filmes como esses dois, sobre a trajetória do revolucionário cubano Che Guevara, arquirrival nas terras norte-americanas, não transformam a precariedade em um padrão a ser subliminarmente seguido pela indústria cinematográfica. O diretor sabe o que quer dizer e diz. (...)


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Relato do Minicurso sobre anarquismo:


“Não se deixar representar... viver a autonomia: ação direta e violência revolucionária no pensamento anarquista” [1]

Adonile Guimarães & Thiago Lemos

Apresentamos esse minicurso porque compreendemos que é importante trazer para o debate político atual a possibilidade de novas estratégias de luta e resistência e, ao mesmo tempo, provocar um debate acerca da violência revolucionária e as suas diversas formas de manifestação contra os outros tipos de violência considerados legítimos: repressão policial, opressão estatal, exclusão social. Ancoramos essa discussão no conceito político de ação direta, dando ênfase nos movimentos anarquistas e sindicalistas revolucionários, manifestações importantes tanto em nível nacional quanto internacional.

Primeiramente, abordamos o processo de emergência e consolidação do anarquismo, enquanto um movimento revolucionário, que toma a sua forma histórica na ação e propaganda de Mikhail Bakunin e seus seguidores na Primeira Internacional em 1869. Nesse sentido, argumentamos que a ação econômica defendida pelos bakuninistas serviu para demarcar a especificidade assumida pela estratégia revolucionária anarquista, que surgiu em oposição à estratégia revolucionária marxista, identificada, ao menos naquele contexto, com a ação política. A despeito da terminologia evocada, acreditamos que a ação econômica reivindicada pelos anarquistas naquele contexto foi o primeiro móvel de expressão da ação direta, que, diferentemente da ação política defendida por Marx, pregava a atuação revolucionária dos trabalhadores fora dos quadros partidários.

Para o reforço de tal tese, passamos em revista, ainda que de forma sucinta, alguns tópicos concernentes ao debate travado entre Marx e Bakunin no seio da Primeira Internacional.

Num segundo momento, focalizamos o anarquismo terrorista. Explanamos que no período que sucedeu a destruição da Comuna de Paris em 1871, os anarquistas principiaram uma série de ações que objetivavam chamar a atenção do povo para a causa revolucionária. Essa propaganda levada a cabo pela ação incluía desde a explosão de prédios públicos até o roubo aos mais abastados, passando pelo assassínio de autoridades políticas. Mais uma vez, apesar da evocação terminológica, defendemos que a propaganda pela ação foi uma forma a partir da qual os anarquistas entenderam a ação direta.

A esse respeito pretendemos expor e comentar a recepção que a “propaganda pela ação” recebeu nos meios anarquistas. A repercussão negativa que esta modalidade da ação direta alcançou, principalmente na imprensa burguesa da época, levou os libertários a colocar em questão a (in) pertinência da utilização de métodos violentos no processo revolucionário. É possível alcançar a sociedade anárquica por meio da violência? Se sim, em quais condições ela poderia ser usada? Há a possibilidade de usar a violência, sem descambar para o terror? Dito de outra forma, é exeqüível fazer um uso ético da violência em nome dos preceitos ácratas? Tais questões que perseguiram, durante muito tempo, os anarquistas foram, ainda que minimamente, retomadas e discutidas no decorrer do minicurso.

Posteriormente, o eixo de nossa análise se deslocou em direção ao contexto histórico em que se deu, em virtude da entrada dos anarquistas no sindicato, o surgimento do sindicalismo revolucionário na França entre o fim do século XIX e o início do século XX. Examinamos a Federação das Bolsas de Trabalho e a Confederação Geral do Trabalho, intencionando verificar o envolvimento dos anarquistas nestas duas instituições, e, a partir daí, perceber as mudanças sofridas pela ação direta enquanto uma estratégia anarquista que passou a ser vinculada, quase que exclusivamente, ao mundo do trabalho, se manifestando através das práticas de boicote, sabotagem e greve.

No entanto, mostramos que o ingresso dos anarquistas nos sindicatos trouxe muito mais problemas do que soluções. As discussões, acontecidas em uma escala de alcance internacional, atestaram o fato de que anarquistas sindicalistas e anarco-comunistas não se encontravam totalmente de acordo com as prédicas do sindicalismo (doravante chamado) revolucionário. Os anarquistas, uma vez ingressos no sindicato, deveriam permanecer eternamente nele? Eles poderiam apenas fazer propaganda ou ocupar funções diretivas? O sindicato era um meio ou um fim na consecução dos objetivos libertários? Estas são algumas, dentre várias, questões colocadas pelos anarquistas em relação ao sindicalismo que investigamos em nosso minicurso.

Para tanto, discutimos a posição assumida por dois grandes anarquistas: Errico Malatesta e Pierre Monatte, que, cada um ao seu modo, formularam e conceberam diferentes concepções do que deveria ser a tarefa dos sindicatos. Discutimos ainda uma terceira posição: Neno Vasco que, em nossa avaliação, ocupa uma posição intermediária entre aquela assumida por Malatesta e Monatte.

E por fim, averiguamos a atualidade da ação direta. Trabalhamos com a certeza de que a experiência libertária não é coisa do passado, mas toma parte importante nas lutas cotidianas dos oprimidos contra os diversos regimes de poder a que estamos hoje submetidos.

Portanto, trabalhamos com os temas do anarquismo não apenas para informar e ensinar o que foi as diferentes facetas do anarquismo como movimento social revolucionário, mas, diferentemente, para despertar a discussão e o debate a temas que ainda hoje nos afetam como o assujeitamento passível a burocracias e hierarquias cada vez mais insidiosas e desprovidas de sentido e a desilusão intensa com os políticos, nossos ditos representantes que se tornaram uma casta que nos envergonha, causa descrença, mas é incapaz de nos incitar a revolta, pelo menos numa escala mais ampla e conseqüente.

[1] O minicurso foi apresentado na Semana de História/X Encontro Regional de Professores de História do Triângulo Mineiro, na Universidade Federal de Uberlândia/ Campus Santa Mônica, nos dias 22, 23 e 24 de junho.