segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Samba da Bênção (Vinicius de Moraes & Baden Powell)

Prólogo 

O Samba não é o meu ritmo preferido, confesso que o rock traduz melhor meu espírito, talvez pela época em que usufruí minha adolescência, em que éramos tão anti-nacionalistas, tão desesperançosos, tão críticos de nós mesmos, sem auto-estima, como na música do Ultraje a Rigor, nos sentíamos inúteis. Talvez também não seja nada disso.
Porém, alguns sambas são mágicos, nos tocam a alma, o Samba da Bênção é um destes, como não se emocionar com tais versos: “É melhor ser alegre que ser triste / Alegria é a melhor coisa que existe / É assim como a luz no coração”, uma verdadeira ode contra a depressão, um dos males deste século, ou então, como não reconhecer nestes versos uma verdade resplandecente: “A vida é a arte do encontro / Embora haja tanto desencontro pela vida”.

Viva o Samba!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A derrota de Heloisa Helena prova que ela estava certa




Sou simpatizante do PSOL, muito por causa da decepção que o PT me trouxe com sua pasteurização para chegar ao poder.

Nas prévias do partido para a eleição presidencial deste ano, é do conhecimento de todos, que houve um racha, e muitos acusaram Heloísa Helena por causa disso, pois ela se manifestou publicamente contra a candidatura de Plínio ao Planalto e defendeu a tese de que o PSOL deveria apoiar a candidatura de Marina Silva pelo PV.

Como se sabe, não foi levada em conta.

Pois bem, embora, valorize a história política de Plínio de Arruda, diga-se de passagem, um dos fundadores do PT, o grande PT da história, e não este da escória, inventada por José Dirceu; não creio que pudesse fazer mais do que fez, pois os conscientemente ativos ainda não tem representação popular, aliás a esquerda brasileira não alcança a grande população, seu discurso radical não é popular.
Ao contrário, a esquerda no Brasil teve que "evoluir" para chegar ao poder, teve que deixar de ser esquerda, nesses tempos em que radicalismo virou sinônimo de terrorismo, quando na verdade ser radical é ir à raiz do problema. É resolver os problemas, em suma.*

Bom, enfim, Heloísa Helena ficou isolada e lutou sozinha em Alagoas, um dos redutos tradicionais da podridão política brasileira, em que num mesmo pleito tem o desprazer de abrigar Renan Calheiros e Fernando Collor, só para ficar nos mais ímpios. Resultado: perdeu! Sofreu a cruel e desonrosa oposição de Lula que apareceu ao lado de seus adversários, foi taxada de radical (um verdadeiro crime, hoje em dia, ora bolas ser radical, para quê?, se temos Renan, Sarney... para nos representar)...

Talvez, se sua tese tivesse vencido teria o apoio de Marina e não seria presa fácil nas mãos das Toupeiras da política.

Lamentável.

E Lula participou dessa covardia, a história pode desmentir, mas essa mancha não será esquecida... pobre do homem que ganhou os céus, mas perdeu sua alma.



O dia em que me tornei uberlandense


Desde 1993 moro em Uberlândia.
Até ontem, 05 de outubro, não tinha ainda me identificado tanto com esta cidade e com as pessoas que vivem aqui.
Nunca fui assistir o Uberlândia no Parque do Sabiá, apesar de ser ainda alienado por futebol.
Confesso também que nunca havia me comovido pelas mesmas coisas que o uberlandense gosta, de modo que até então nunca havia, de fato, me tornado uberlandense.
Mas depois dos resultados das eleições, confesso batendo no peito que eu idolatro está pátria do Triângulo Mineiro: sou uberlandense!
As escolhas de meus compatriotas muito me orgulham: Anastasia não ganhou aqui, Pimental, foi o mais votado para Senador, João Bittar apesar dos Celtas nem passou perto, Baiano coitado, só na Bahia é alguma coisa.
Estou tão feliz, que hoje posso dizer, que alguma coisa acontece dentro de mim, que só quando cruzo a Duque de Caxias com a Cesário Alvim.

E Viva Uberlândia!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quão bom seria... (link da fonte)


Mini utopias eleitorais



Milton Nogueira



4 de outubro de 2010 às 11:04h


Calma! Calma! Caro leitor, não fique triste com essas eleições, Tiririca e voto de protesto. Há outros modos de eleição que poderiam melhorar o Brasil. Eis alguns:


Diminuir o salário de cada vereador, deputado e senador a um pequenino salário-base. Mas, criar um salário adicional, calculado com base no desempenho para programas sociais. Para estimular o político a trabalhar mais junto às bases eleitorais, o povo. Poderia ser com base no número de votos obtidos.


Disponibilizar a vereadores, deputados e senadores o uso de detetor de verdade (uma espécie de detetor de mentira às avessas), durante discurso no plenário. O político poderia dispensar, mas….


Sortear uma mulher para cada câmara de vereadores, para aumentar presença feminina na política. Quantas vereadoras você tem em sua cidade?


Permitir somente duas reeleições (máximo 12 anos) para vereador e deputado. E uma reeleição para senador (16 anos). Para renovar idéias e evitar a mesmice de políticos nas casas legislativas.


Voto a favor, voto contrario – Cada eleitor votaria a favor de um candidato mas também contra outro que ele não queira. O saldo de cada candidato é que iria para a classificação final.


Caro leitor, você quer Tiririca?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Que todos os países respeitem os direitos humanos!


Pela ampliação da campanha de libertação
(não só da iraniana, mas de todos os que sofrem o mesmo tipo de condenação)

Reforço aqui a campanha em prol da libertação da Iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada a apedrejamento por adultério, mas com uma diferença fundamental em relação a maioria das campanhas veiculadas pela internet, em que boa parte, intenciona apenas constranger o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (não que ele não mereça, me parece ser realmente uma pessoa desprezível, mas porque mais gente também merece) e por tabela (algumas campanhas) querem também constranger Lula*. Há outros governos e governantes que merecem a mesma campanha internacional, pois é fato há séculos que esse tipo de condenação ocorre em vários países islâmicos.

Nesse sentido, o apoio à libertação da iraniana vai com um desafio: por que não ampliamos a campanha para todas as condenações de mesmo tipo que ocorrem em outros países como, por exemplo, na Arábia Saudita? A resposta é simples: por que a Arábia Saudita é aliada histórica dos Estados Unidos, por isso também, se esquecem de que lá é uma ditadura (monaquia absoluta) e nem sequer tem eleições para que haja corrupção eleitoral (supondo realmente que houve corrupção) para se eleger presidentes deploráveis como o iraniano. A mensagem transmitida me parece límpida e clara: "aos aliados tudo, aos inimigos nada".



* Esta tese é fundamentada no seguinte argumento: grande parte da imprensa avaliou como desastrosa a intervenção diplomática para convercer Armadinejad na questão do desarmamento, mas considera que, contraditoriamente, ele poderia ser útil para libertar a iraniana, portanto, parece claro, que a maioria das campanhas objetiva apenas um novo fracasso na assim, já considerada fracassada campanha diplomática do presidente brasileiro.