quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Apoio aos policiais militares de Salvador

Quero aqui deixar o meu apoio (insignificante) aos policiais militares em greve de Salvador e da Bahia. E repudiar a vinda a público e a falsa manifestação de preocupação de parte da imprensa e de músicos do carnaval de Salvador quanto a situação dos policiais militares. Ora bolas, só quando a situação deles, dos policiais, podem atrapalhar ou comprometer a festa é que tais entidades vem a público? Tudo bem que é uma festa popular, mas acima de tudo está a condição de trabalho, que é precária, dos trabalhadores, os policiais militares. Torço para que consigam resolver o impasse, mas, principalmente, para que os policiais não cedam a pressão e não esmoreçam até conseguirem seus objetivos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Sauna - Marco Abujamra


Este curta é uma narrativa tragicômica recheada de malícia, bom-humor e erotismo. É divertidíssimo e tem um final surpreendente.

Formato Mínimo - Skank




Uma bela música do Skank, faz uma sutil alusão (e homenagem?) a "construção" de Chico Buarque.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ilha das Flores - Jorge Furtado



Ilha das Flores é sem dúvida um dos melhores curtas brasileiros, embora, como toda obra, esteja datado, ainda consegue transpor as barreiras do tempo e continua muito relevante, principalmente para as aulas de história, para que não seja como aquela a que o filme se remete.

As famílias brasileiras mudaram, não é mais preciso homem e mulher concomitantemente para formar um núcleo familiar (ainda bem), mas a pobreza (muito mais) e a miséria continuam e o lixo é um problema ainda muito mais grave hoje em dia.

No entanto, o que mais chama atenção no filme é sua narrativa didática e envolvente que consegue desnudar as contradições do capitalismo, como o consumismo de um lado e a miséria de outro. O filme nos leva ao limite extremo do absurdo da monetarização da vida: que chega a rebaixar um ser humano "o mamífero bípede, com telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor" a um posição inferior ao do porco, isto porque os seres humanos na ocasião são livres e sem dono, ao contrário do porco.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Adeus, Lenin... Adeus a nós!



Recentemente assiti ao filme: Adeus, Lenin. Fiquei impressionado por vários motivos, o principal foi talvez a crítica sutil que faz a este mundo consumista e sem sentido em que vivemos, e que engoliu todos os outros mundos possiveis, talvez.

Até mesmo aquele mundo patético a que alguns novos e velhos liberais insistem em chamar de comunismo. Mundo aquele criado sobre formalidades triviais, excessivamente regrado e previsível, mas que era o porto seguro, e por certo uma segurança bastante confortável quando comparado com a imprevisibilidade deste nosso mundo.

O mundo do out door da coca-cola (símbolo da abertura econômica) que quase coloca tudo a perder, e na verdade coloca tudo a perder, pois a partir dali nada é mais certo, a segurança burocrática da rotina tediosa sede lugar ao "todos contra todos" e ao "tudo ao mesmo tempo agora".

Talvez seja um filme nostálgico, se centrarmos na personagem que desperta do coma, mas não seria o caso de sentirmos um pouco de nostalgia estando confinados num mundo sem lugar, deslocado constantemente, em que sentimentos inconstantes se confundem até ceder espaço à frieza e ao medo do outro, e de nós mesmos?