sábado, 2 de agosto de 2014

Pinot noir ou Cabernet Sauvignon, mono varietal ou varietal, Borgonha ou Bordeaux?

 Romanée-Conti, o Pinot Noir mais famoso e apreciado do mundo.

História, Revolução Francesa, Napoleão, Igreja Católica, monges beneditinos, conquista normanda, herança romana e muito mais neste belo artigo que também é, claro, sobre vinhos.

 Região da Borgonha onde é produzido o Romanée Conti.

E eu aqui no meu Carmenère chileno de 30 reais...


  Carmenère Santa Carolina de 30 reais.

Aliás nem precisava do adjetivo, pois as pragas exterminaram as Carmenère da Europa, portanto, parece que é uma exclusividade do Chile... 

 Um dos vinhos de Bordeaux mais apreciado.



Mas é muito bom e, por trintinha, é o melhor vinho do mundo... kkk. Bem distante destes suaves de mesas, vulgo, suco de uva ralo, que só tem no Brasil.


Bordeaux na França.

Para ler algo muito mais interessante:

sexta-feira, 18 de julho de 2014

GNU, Linux, código-fonte aberto e o futuro das ciências





Existe um tema que há muito me cativa: software livre!

Quando fiz minhas primeiras leituras e assisti alguns documentários e vídeos sobre software livre, código de fonte aberto, licença GNU (GPL) e esquerdo autoral fiquei irremediavelmente fascinado pelo tema.

Creio que o futuro das ciências está no compartilhamento livre de esforços e conhecimentos.

Estou certo também que existe uma guerra entre os que defendem o livre compartilhamento de conhecimento e aqueles que lutam pelo direito de propriedade.

Direito de propriedade! É este o ponto! 

É preciso esclarecer o que é isto! Acho que todo mundo deve ter o direito de fazer o que quiser de sua criação, e entendo que alguns não queiram compartilhá-la ou que queiram limitar este compartilhamento e ganhar dinheiro com isso.

Não acho que o mundo seja uma guerra maniqueísta, em que de um lado estejam anjos como Richard Stallman e Linus Torvalds e de outro, demônios como Steve Jobs e Bill Gates, não mesmo.

Por exemplo, Linus ganhou muito dinheiro com o seu kernel do Linux. O sistema operacional criado inicialmente pelo finlandês e depois constantemente aperfeiçoado por milhões de pessoas no mundo não faz parte do domínio público, é propriedade intelectual de Linus Torvalds, mas com uma grande diferença, é uma licença GNU, ou pela própria definição de seu autor, Stallman, é um "esquerdo autoral".

Esquerdo autoral é o direito autoral às avessas: você só pode utilizar o “produto” desde que compartilhe em código-fonte aberto o que utilizou e as eventuais modificações que fez. Este tipo de licença foi criada para evitar que empresas se apropriassem de softwares livres, fizessem modificações e, em vez de, compartilhá-las também livremente, se apropriassem e começassem a vender e a ganhar dinheiro com isso.

Por outro lado, é preciso compreender historicamente o que é direito autoral. Quando pensamos em grandes corporações, as leis de direitos autorais não estão protegendo o direito legítimo, a meu ver, de manter para si uma criação. Muito ao contrário, o que vemos, em geral, hoje em dia, são as grandes corporações registrando em seu nome patentes que foram criadas a várias mãos, de forma compartilhada e que passam a ser vendidas como produto da empresa. 

Trabalhei por algum tempo numa empresa em que era obrigado a assinar um contrato, caso quisesse trabalhar lá, em que todas as criações, aprimoramentos ou soluções técnicas dentro do ambiente e no horário de trabalho que viesse a fazer (não criei nada que valesse a pena, mas se criasse não seria mais minha propriedade e sim da empresa em questão), passaria a ser propriedade da empresa. Isto soa como natural e normal hoje em dia. Normal pode ser, mas natural com certeza não é. 

É preciso que se diga que as leis de direitos autorais existem não para proteger o direito de criação individual, mas sim para impedir que a criação pessoal seja de seu criador tornando-a produto do empregador. E é bom que se diga também que isto se tornou mais problemático nesta época fluída em que vivemos, pois, atualmente, a mercadoria tornou-se uma anti-mercadoria, sem forma, sem peso e impalpável, impossível de ser completamente capturada pelas leis de mercado.

No entanto, desde os tempos da revolução industrial o produto do trabalho não é mais do trabalhador e sim dos donos dos meios de produção, a questão nova é que agora o controle sobre os direitos autorais tornou-se praticamente impossível. Portanto, temos que fazer uma avaliação mais aprofundada sobre direitos autorais. Porque comparar simplesmente uma pessoa que se propõe a compartilhar sua criação ou a utilizar uma criação alheia para fazer algo melhor com piratas que atacavam navios para roubar ouro e prata, é forçar e muito a barra.

Segue alguns  livros e links sobre o tema:



Só por Prazer Linux - os bastidores da sua criação



A Ética dos Hackers


Cibercultura


http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/07/fisl14-palestra-discute-etica-hacker-dentro-da-sala-de-aula.html

http://www.youtube.com/watch?v=plMxWpXhqig

http://www.youtube.com/watch?v=YPqVO2L3K7M

http://www.youtube.com/watch?v=hZcPedvLqTM

http://www.youtube.com/watch?v=fWGYfzn7OBs


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Roda Viva | Juca Kfouri | 09/06/2014



Para quem não assistiu o Programa Roda Viva com Juca Kfouri, não pode deixar de ver, pois foi excelente... aulas de jornalismo, história, política e crítica social.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ressonâncias do Estado Patrimonialista



A notícia de que a Câmara dos Deputados absolveu o deputado Donadon, preso e condenado, infelizmente não me surpreende. 
Esta atitude exemplifica limpidamente o que Raymundo Faoro nomeou de Estado Patrimonialista em sua obra principal. 
É por isso que 40 anos depois da publicação do clássico "Os Donos do Poder" de Raymundo Faoro, que analisou a fundo as entranhas políticas do Estado brasileiro, as suas ideias principais ainda estão atualíssimas. O Estado patrimonialista ainda está arraigado nas estruturas de poder do Brasil. 
As leis, nesse sentido, são apenas um envoltório protetor a serviço de quem as cria e as zela pelo seu cumprimento, não valendo, portanto, para os legisladores e autoridades "competentes" que as executam. 
O espaço público é apropriado pelos interesses particulares e privados (até os mais escusos) com a finalidade de mantê-los e protegê-los acima de quaisquer leis ou interesse comum. 
Daí, a nossa descrença e revolta cotidiana para tudo que cheira a político. 
O que acaba sendo um equívoco, pois quanto mais nos afastamos do espaço político, mais a vontade deixamos os interesses particulares utilizarem os poderes públicos para tais fins ilícitos. 
No entanto, a lama que assola o campo político é tão densa e compacta que até os militantes mais ardorosos acabam por cederem ao niilismo.