domingo, 21 de setembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
Os risíveis neoclássicos: mesmices recicladas
Só mesmo os tais economistas neoclássicos, monetaristas e economistas ortodoxos de um modo geral para me causarem desprezo, riso e revolta no mesmo instante.
Suas teorias furadas que pensam determinar racionalmente as expectativas econômicas que para eles também são racionais não foram capazes de evitar as crises cíclicas ao longo do século XX e nem no atual, pois também suas predições e receitas infalíveis não puderam evitar a crise mobiliária estadunidense e nem a europeia mais recentemente.
Tais crises, é claro, são ótimas oportunidades de lucro rápido e fácil pois são momentos de desequilíbrios conjunturais (para usar o mesmo vocabulário dos "papas" da economia) e "apenas" os países sem moeda forte e a maioria dos cidadãos que não têm e nem podem ter carteiras de investimentos alternativos perdem. Obviamente, não eles, pois são minorias, melhor, elite e sabem onde colocam seus investimentos, pois sabem antes de todos.
Se não bastasse isso, quem é a capa da revista de negócios mais influente do Brasil nesta semana? Ele mesmo, o representante dos neo-old-clássicos brasileiros com sua receita de bolo infalível, Armínio Fraga! O queridinho de playboys (quase nada contra os playboys) mineiros frequentadores assíduos das noitadas cariocas e ex-seringueiras (nada contra os seringueiros) que deixaram a floresta para se associar a multinacionais que ganham fortunas com os elixires da Amazônia.
Para quem como eu não cai nesta história oca de autonomia de Banco Central ser o remédio para os males econômicos e não engole as receitas de meta e superávit primário (as receitas infalíveis que sempre falham), vai aqui uma dica para uma ótima leitura: “Independência do BC” de Luiz Gonzaga Belluzzo, colunista da Carta Capital, publicado em 03 de setembro de 2014.
Suas teorias furadas que pensam determinar racionalmente as expectativas econômicas que para eles também são racionais não foram capazes de evitar as crises cíclicas ao longo do século XX e nem no atual, pois também suas predições e receitas infalíveis não puderam evitar a crise mobiliária estadunidense e nem a europeia mais recentemente.
Tais crises, é claro, são ótimas oportunidades de lucro rápido e fácil pois são momentos de desequilíbrios conjunturais (para usar o mesmo vocabulário dos "papas" da economia) e "apenas" os países sem moeda forte e a maioria dos cidadãos que não têm e nem podem ter carteiras de investimentos alternativos perdem. Obviamente, não eles, pois são minorias, melhor, elite e sabem onde colocam seus investimentos, pois sabem antes de todos.
Se não bastasse isso, quem é a capa da revista de negócios mais influente do Brasil nesta semana? Ele mesmo, o representante dos neo-old-clássicos brasileiros com sua receita de bolo infalível, Armínio Fraga! O queridinho de playboys (quase nada contra os playboys) mineiros frequentadores assíduos das noitadas cariocas e ex-seringueiras (nada contra os seringueiros) que deixaram a floresta para se associar a multinacionais que ganham fortunas com os elixires da Amazônia.
Para quem como eu não cai nesta história oca de autonomia de Banco Central ser o remédio para os males econômicos e não engole as receitas de meta e superávit primário (as receitas infalíveis que sempre falham), vai aqui uma dica para uma ótima leitura: “Independência do BC” de Luiz Gonzaga Belluzzo, colunista da Carta Capital, publicado em 03 de setembro de 2014.
Outras Paragens - Reflexões sobre o Presente
Às vezes a melhor forma de fazer reflexão sobre o mundo em que vivemos é reler os clássicos, mas estava cansado de
ler e reler autores que do alto de seus escritórios sobre cafés parisienses ou
coberturas com vista para o Central Park impunham maneiras e mais maneiras
(gerais e globalizantes) de ver, sentir e pensar a vida. E que vida era esta? A que eles conseguiam ver e ouvir de suas
salas climatizadas?
Decidi então, me voltar a outras
paragens... Acho que ninguém pode falar com propriedade sobre algo que não
viveu... que ninguém pode falar de nós pobres latino-americanos e nossas vidas
ceifadas por rupturas atrozes sem que tenha se tornado, voluntária ou
involuntariamente, subproduto de culturas abortadas e sociedades cindidas, dissonantes, marcadas por desigualdades extremas.
Tais paragens me levaram a autores como
Octavio Paz e Eduardo Galeano... dos clássicos Labirinto da Solidão e As Veias
Abertas da América Latina... Encontrei um oásis de clarividência, argúcia e
sensibilidade e, em vez de comentá-los, resolvi, ainda bem, transcrever alguns
trechos de obras destes dois grandes pensadores:
Reflexão 1:
Incansável
porvir
[...] Perseguimos
a modernidade em suas incessantes metamorfoses e nunca chegamos a agarrá-la.
Sempre escapa: cada encontro é uma fuga. Tão logo a abraçamos ela se dissipa:
era apenas um sopro de ar. É o instante, este pássaro que está em toda parte e
em lugar nenhum. Queremos pegá-lo vivo, mas abre suas asas e desaparece,
tornando um punhado de sílabas. Ficamos com as mãos vazias. Então, as portas de
percepção se entreabrem e aparece o outro
tempo, o verdadeiro, o que buscávamos sem o saber: presente, a presença.
(Octavio Paz. Discurso para o Prêmio
Nobel de Literatura, em 1990. In: Revista de História da Biblioteca Nacional,
Ano 9, nº 107, agosto de 2014).
Reflexão 2:
Educando com o exemplo
Os modelos do êxito
[...] No
mundo como ele é, mundo ao avesso, os países responsáveis pela paz universal
são os que mais armas fabricam e os que mais armas vendem aos demais países. Os
bancos mais conceituados são os que mais narcodólares lavam e mais dinheiro
roubado guardam. As indústrias mais exitosas são as que mais envenenam o planeta,
e a salvação do meio ambiente é o mais brilhante negócio das empresas que o
aniquilam. São dignos de impunidade e felicitações aqueles que matam mais
pessoas em menos tempo, aqueles que ganham mais dinheiro com menos trabalho e
aqueles que exterminam mais natureza com menos custo.
Caminhar
é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem
não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por
causa da ânsia de ter o que não têm outros não dormem por causa do pânico de
perder o que têm. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma
ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas
químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de forme, a morrer
de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa
existência.
Será
esta liberdade, a liberdade de escolher entre ameaçadores infortúnios, nossa
única liberdade possível? O mundo ao avesso nos ensina a padecer a realidade ao
invés de transformá-la, a esquecer o passado ao invés de escutá-lo e a aceitar
o futuro ao invés de imaginá-lo: assim pratica o crime, assim o recomenda. Em sua
escola, escola do crime, são obrigatórias as aulas de impotência, amnésia e
resignação. Mas está visto que não há desgraça sem graça, nem cara que não
tenha sua coroa, nem desalento que não busque seu alento. Nem tampouco há
escola que não encontre sua contraescola.
(GALEANO, Eduardo. De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2013).
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Mitos de Prometeu e Pandora
Questões para interpretar o texto discutido e comentado na sala de aula.
(terça-feira, 26 de agosto de 2014)
(Responda na própria página da internet e depois envie clicando em submit)
Para ampliar os conhecimentos sobre a Mitologia Grega e responder a questão 4 que pede para pesquisar outro mito grego, acesse o livro no link abaixo.
O livro também está disponível para download.
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