domingo, 19 de outubro de 2014
Corrupção sem corruptores: O Paralogismo da Grande Imprensa Brasileira
Algumas questões para reflexão:
Existe corrupção sem corruptos e corruptores?
No Brasil, parece que os holofotes só iluminam os corruptos e devem iluminar mesmo, mas quando se ignora os corruptores caímos no cinismo demagógico.
A corrupção no Brasil só existe na esfera pública/política?
No Brasil, parece que só os políticos são corruptos, como se os políticos já nascessem políticos e não se tornassem políticos eleitos por nós cidadãos.
No Brasil também, parece que as grandes e pequenas empresas estão livres da corrupção, sendo que as grandes são os principais corruptores que alimentam a corrupção neste país, tanto patrocinando os principais partidos políticos (PSDB, PT, PMDB, PP, DEM, PDT...), quanto comprando privilégios políticos (licitações, por exemplo) e superfaturando obras públicas executadas e construídas pelas grandes empresas.
A corrupção no Brasil está restrita a um partido?
No Brasil, na visão da grande imprensa, principalmente, a Veja, parece que sim.
Chega a ser constrangedor, a Veja não citar nenhum envolvimento do PSDB nas redes de corrupção.
E quando a revista se vê obrigada a mencionar algo contra a sua linha editorial totalmente parcial, sempre o faz, por meio de seus blogueiros, os terroristas da opinião, terroristas, porque colocam suas opiniões como fatos e verdades incontestes.
A corrupção, no Brasil, chegará ao fim mudando o presidente?
Parece que pelo menos metade da população pensa que sim. Ora, meus queridos, para ficarmos só no exemplo das empreiteiras, acessem o TSE e vejam que todas as grandes empreiteiras patrocinam tanto Aécio quanto Dilma.
Para buscarmos o fim da corrupção no Brasil, teremos que fomentar uma mudança cultural a partir da sociedade civil.
O brasileiro, em geral, não vê problema em ser beneficiado em detrimento dos outros e isto está na base da corrupção, que geralmente percebemos quando o brasileiro em questão torna-se político e é descoberto.
Portanto, é uma questão cultural que remonta ao Período Colonial, os políticos são apenas a ponta do iceberg, a parte visível do problema.
Por último, a corrupção é o maior problema do Brasil?
A grande imprensa nos faz pensar que sim, mas não é.
A desigualdade social sim, é o maior problema do Brasil: 2% dos Brasileiros detém mais de 50% da riqueza do Brasil, e isto ocorre há mas de 500 anos.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Impressões do 1°Turno de Campanha (rótulos)
Dilma: burocrata obtusa
Marina: oportunista sem convicção
Aécio: tecnocrata almofadinha
Eduardo Jorge: social-democrata ao melhor estilo escandinavo
Luciana Genro: socialista coerente
Levi Fidelix: fascista troglodita
Everaldo: cabo eleitoral do Aécio
Se o voto fosse determinado pelo desempenho dos candidatos em campanha, poderíamos votar de olhos "fechados" no 50 ou no 43:
Luciana Genro e Eduardo Jorge foram disparados os melhores do 1° Turno!
terça-feira, 23 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
Os risíveis neoclássicos: mesmices recicladas
Só mesmo os tais economistas neoclássicos, monetaristas e economistas ortodoxos de um modo geral para me causarem desprezo, riso e revolta no mesmo instante.
Suas teorias furadas que pensam determinar racionalmente as expectativas econômicas que para eles também são racionais não foram capazes de evitar as crises cíclicas ao longo do século XX e nem no atual, pois também suas predições e receitas infalíveis não puderam evitar a crise mobiliária estadunidense e nem a europeia mais recentemente.
Tais crises, é claro, são ótimas oportunidades de lucro rápido e fácil pois são momentos de desequilíbrios conjunturais (para usar o mesmo vocabulário dos "papas" da economia) e "apenas" os países sem moeda forte e a maioria dos cidadãos que não têm e nem podem ter carteiras de investimentos alternativos perdem. Obviamente, não eles, pois são minorias, melhor, elite e sabem onde colocam seus investimentos, pois sabem antes de todos.
Se não bastasse isso, quem é a capa da revista de negócios mais influente do Brasil nesta semana? Ele mesmo, o representante dos neo-old-clássicos brasileiros com sua receita de bolo infalível, Armínio Fraga! O queridinho de playboys (quase nada contra os playboys) mineiros frequentadores assíduos das noitadas cariocas e ex-seringueiras (nada contra os seringueiros) que deixaram a floresta para se associar a multinacionais que ganham fortunas com os elixires da Amazônia.
Para quem como eu não cai nesta história oca de autonomia de Banco Central ser o remédio para os males econômicos e não engole as receitas de meta e superávit primário (as receitas infalíveis que sempre falham), vai aqui uma dica para uma ótima leitura: “Independência do BC” de Luiz Gonzaga Belluzzo, colunista da Carta Capital, publicado em 03 de setembro de 2014.
Suas teorias furadas que pensam determinar racionalmente as expectativas econômicas que para eles também são racionais não foram capazes de evitar as crises cíclicas ao longo do século XX e nem no atual, pois também suas predições e receitas infalíveis não puderam evitar a crise mobiliária estadunidense e nem a europeia mais recentemente.
Tais crises, é claro, são ótimas oportunidades de lucro rápido e fácil pois são momentos de desequilíbrios conjunturais (para usar o mesmo vocabulário dos "papas" da economia) e "apenas" os países sem moeda forte e a maioria dos cidadãos que não têm e nem podem ter carteiras de investimentos alternativos perdem. Obviamente, não eles, pois são minorias, melhor, elite e sabem onde colocam seus investimentos, pois sabem antes de todos.
Se não bastasse isso, quem é a capa da revista de negócios mais influente do Brasil nesta semana? Ele mesmo, o representante dos neo-old-clássicos brasileiros com sua receita de bolo infalível, Armínio Fraga! O queridinho de playboys (quase nada contra os playboys) mineiros frequentadores assíduos das noitadas cariocas e ex-seringueiras (nada contra os seringueiros) que deixaram a floresta para se associar a multinacionais que ganham fortunas com os elixires da Amazônia.
Para quem como eu não cai nesta história oca de autonomia de Banco Central ser o remédio para os males econômicos e não engole as receitas de meta e superávit primário (as receitas infalíveis que sempre falham), vai aqui uma dica para uma ótima leitura: “Independência do BC” de Luiz Gonzaga Belluzzo, colunista da Carta Capital, publicado em 03 de setembro de 2014.
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