quarta-feira, 18 de abril de 2012

Era uma vez uma pelada... de futebol


Quando criança, entre os meus 7 e 8 anos, lembro ter lido uma crônica (hoje eu sei que é neste gênero que o texto se enquadra), que me fez dar mais importância aos livros, pois até então a minha preferência era por gibis: Disney, Maurício de Souza, depois, DC Comics, Marvel, etc. Naquela idade ainda achava os livros chatos, sem imagens, letras grandes... Como perder uma pelada (futebol de rua) para ler um livro?
Com certeza, não seria bem visto por meus amigos. Aí está também a importância desta crônica em minha vida, foi ela que abriu os horizontes e me mostrou que a leitura também podia ser divertida. E por coincidência, adivinha qual era o título da crônica? Para deixar de lado uma bela partida de futebol de rua, só poderia ser mesmo uma crônica que falasse do tal futebol de rua, de uma maneira simples e mágica ao mesmo tempo, que utilizava recursos reais e imaginários de forma encantadora.
É assim que Luís Fernando Veríssimo, retrata um dos momentos mais característicos dos meninos suburbanos do Brasil, que, atualmente, se refugiam enclausurados em quadras herméticas, sem luz, sem vida, sem emoção, para escapar dos prédios e carros das grandes metrópoles, que colocam em extinção a boa e velha pelada de rua.
Talvez, aí esteja um dos maiores problemas do futebol brasileiro atual: a sua falta de imaginação, o seu excesso de pragmatismo, enfim, a sua chatice costumeira. Para os amantes das peladas e também para aqueles que não as apreciam muito, vai uma dica muito prazerosa: ler “Futebol de Rua” de Luís Fernando Veríssimo.

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Para gostar de ler 7. São Paulo: Ed. Ática, 1982.

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